quinta-feira, 19 de abril de 2012

facebookcidio

sinto falta da solidão, não que eu ja não me sinta só as vezes, mas sinto que hoje em dia ela sofreu uma maquiada, causada pela falsa sensação de companhia, elas vem em forma de solicitações, mensagens, chamadas, convites. e o mais irônico é essa falsa companhia vem em forma de bytes, eles e sua capacidade de armazenar informações, formaram um banco de dados que diz tudo a respeito da nossa carência, na solidão verdadeira em algum momento a mente cansa de lutar por uma dose de seu vicio que é a informação, e cai em sono profundo no oceano do eu, acho que essa carga é muito pesada para que eu não so carregue como tambem dedique muito tempo, todas essas conclusões sentenciaram minha conta no facebook, e ate agora estou desfrutando a solidão verdadeira.

terça-feira, 17 de abril de 2012

um pequeno passo

ultimamente não tenho escrito muita coisa, e isso é uma pena por que eu eu gosto de escrever aqui, enfim decidi me livrar da peça que mais atrasa minha vida, e antes de me desfazer dela procurei um video que explicasse bem sobre o assunto, ja que eu não o fiz.

http://www.youtube.com/watch?v=8UouP8cRYZ8&feature=player_embedded

quarta-feira, 11 de abril de 2012

lâminas

tem noite que tudo se mistura, e que tudo vira fumaça, boas colheitas como sempre representando seu principio ativio, alivio, paz, naquela mesma varanda ja de muitos devâneios, a mente ja caminhava tranquila fundindo sua energia com a da terra, gostava sempre de deitar no chão por esse mesmo motivo, se sentia feliz embalado em um berço preparado pela mãe cuidadosa, a silênciosa madrugada, de alma lavada, todas as coisas estavam no seu lugar e aquela tinha tudo pra ser uma noite tranquila, uma sensação de inquietação aos poucos vai surgindo na alma, mas logo é ignorada, mas ela se torna mais forte, algo do tipo que so se sente quando as portas da mente estão abertas, aos poucos o chão pareceu se inquietar tambem, estava agitado, mas é um reflexo no espelho que desperta certo pânico, era algo dificil de se enxergar, era uma luz, muito pequena e branca, desfilava não muito rapida nem muito devagar, o chão parecia ter consumido a energia inquieta e começou a tremer, um som muito agudo cortava o ar, que aos poucos começou a encorpar tons mais graves, algo se aproximava, e o tom que antes era agudo agora ser tornara um rugido muito rouco e alto, o ponto de luz branca ja não estava mais ali, havia partido a muito tempo e ainda pela falta de oculos não dava pra dizer o que de fato a vista tinha presenciado, subitamente olhei na direção do colosso que viajava no ar enquanto cortava o som, era um grande passaro da babilônia, um desses que leva e traz pessoas, o rugido foi diminuindo conforme ele atravessa a atmosfera por cima da minha varanda, depois disso a agitação foi diminuindo e energia agitada aos poucos seguia seu rumo, mas os nossos pobre ouvidos humanos se acostumam com toda a experiência, a sensação era de que o rugido havia se fundido com o ar, o cavaleiro do apocalipse a muito ja longe partia de encontro ao seu destino, mas o som de suas lâminas ainda cortavam o ar.