terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

a bruma

     "essa cidade fede a mofo" pensava Jacó enquanto olhava pela janela, havia muito tempo desde que ele tinha chegado a cidade ha 7 anos, a cidade ficava a 100 km da capital do estado, era pequena e em sua maior parte rural, o clima era ameno, apesar da distancia para a cidade era uma cidade boa de se viver muitas pessoas importantes se mudavam para la por ser um lugar tranquilo de onde eles poderiam gerenciar suas vidas, Jacó completara 16 anos e era mais um adolescente entediado naquele lugar, "essa cidade fede" ainda pensava ele enquanto a chuva batia na janela, logo depois reuniu toda a coragem que lhe restava no corpo e pós-se de pé, e caminhou em sua saga matinal que envolvia tomar banho e se arrumar pro colégio, ao descer as escadas viu seu pai lendo o jornal e sua mãe, "o café esta quase saindo saindo" disse sua mãe enquanto lia um jornal na sala ao lado de seu esposo, Jacó logo se juntou aos dois e logo em seguida uma mulher baixa e com um olhar concentrado trouxe as coisas para a mesa e os serviu.
- como eu ia dizendo é algo muito difícil manter o departamento de ordem civil organizado, o delegado Pedro sempre gosta de mudar os ares daquele lugar, ele diz que temos sempre que estar alerta por que apesar de não termos muitas ocorrências não devemos nos deixar acomodar. disse a mãe de Jacó
- esse homem realmente é intrigante, gosto do seu fervor em ajudar a comunidade. respondeu o pai
a mãe logo percebeu a malemolência do filho e o perguntou.
- algo de errado Jacó?
- só o de sempre
- como foi sua noite? dormiu bem?
- dormi sim, mas...
- mas o que?
- mas não sei se consigo mais aguentar essa cidade.
- hmmm, deveria tentar fazer mais amigos
- não acho que isso vá resolver meus problemas.
- seu pai e eu nos estabelecemos aqui, viemos por causa do emprego do seu pai e logo depois eu consegui transferir o meu serviço pro departamento de ordem daqui, sinto muito pela sua infelicidade mas não podemos fazer nada a respeito, se quiser nas férias pode ir passar com seus tios na cidade mas preciso saber primeiro se eles podem.
- tudo bem mãe, eu vou sobreviver.
- que rapaz mais dramático. disso o pai, e completou: - esse lugar é um paraíso passei a minha infância aqui e descobri verdadeiros tesouros, quando recebi a proposta da vitae corp. pra vir morar aqui, isso me trouxe algo muito bom, se o papai tivesse mais tempo iriamos visitar os cantos onde brincava quando tinha a sua idade
Jacó sempre gostava das historias do seu pai, era um homem muito divertido pelo qual ele tinha total admiração, pena que tinha pouco tempo para ficar em casa, seu pai tinha que se dedicar muito ao trabalho, a mãe de Jacó diferente do pai podia passar mais tempo com o filho e os dois sempre recebiam muito bem o pai da familía sempre que esse voltava de uma longa jornada de trabalho. terminou seu café da manhã e se apressou pra aula, a escola ficava um pouco longe mas Jacó gostava de ir a pé, as pessoas geralmente tem preguiça de andarem a pé por ai o que tornava a caminhada tranquila e dava lhe todo o silencio de que seus pensamentos precisavam, ao sai de casa se deparou com um homem no jardim, se tratava de delta 10 o verin jardineiro, Jacó o reconhecia pois ele revesava com outros dois verins o serviço de jardinagem em seu quinta, tudo cortesia da corporação que seu pai trabalhava, os verins quase nunca falavam, eram sempre muito concentrado e ignoravam completamente a sua presença a menos que você o chamasse atenção, vinha durante o dia faziam seus serviços e depois voltavam para a corporação, haviam outros dele espalhados por ai, sempre fazendo o serviço mais pesado todos eles sempre são muito disciplinados e distantes e atendem por nomes esquisitos dados pela própria vita corp., Jacó ja era acostumado com a presença deles em todos os cantos, a maioria das pessoas nem os percebiam por causa de sua estatura e descrição mas como Jacó sempre observava seus serviços, chegeou a perceber uns 10 no caminho ate a escola todos bem ocupados em suas respectivas tarefas. de repente "JACÓ" o barulho rompeu o silencio ritualistico de Jacó que agora olhava na direção do amigo que vinha em sua direção, era Roger seu melhor e unico amigo, roger era conhecido por ser estranho e brigão, não conseguia levar desaforo pra casa e sempre saia na pancada com alguem, apesar do pouco temperamento ele era uma pessoa agradável e que conheceu jacó assim que esse se mudou para o seu colégio.
- e ai cara, tudo bem?
- tudo bom roger? nem vi você se aproximar.
- e quando foi que viu mesmo? você sempre anda por ai distraído, parece que vive nesse mundo só fisicamente.
- tenho quase certeza de que você esta correto a respeito dessa teoria. e em seguida riu
o amigo também riu mas logo em seguida adquiriu um topo menos brincalhão e disse:
- algo terrível aconteceu noite passada, encontraram aquele cara do nucleo de nivel 8 afogado, o corpo foi descoberto por um verin que fazia um mapeamento eco-ativo no local, ele relatou as autoridades que logo em seguida foram pro local.
o choque do momento fez com que Jacó se sentisse desorientado, o amigo ja havia desaparecido a alguns dias, a noticia tinha chegado a ele mas pensou que tudo iria se resolver.
roger prosseguiu.
- o mais estranho de tudo é que haviam varias tatuagens espalhadas pelo corpo dele, as tatuagens vão do rosto ate os a ponta dos dedos.
- tatuagens? como isso é possivel?
- pois é, lembro me que ele não tinha nenhuma tatuagem antes de fugir, deve ter feito nesse meio tempo, provavelmente algo muito bizarro aconteceu nesse meio tempo. o caso esta sendo investigado pelo novo delegado, aquele tal de Pedro Alcantra.
       Jacó não tinha chão pra aquela noticia, apesar do falecido não ser seu amigo próximo era alguém com quem ele sempre cruzava nos corredores do colégio, durante o resto do percusso ele foi se acalmando mas a imagem do amigo falecido ainda lhe tomava os pensamentos, passado o dia no colégio a noticia não era outra, todos falavam sobre o que tinha acontecido, vários boatos corriam os corredores, uns falavam de abuso de drogas outros de que ele era um psicótico suicida e havia planejado a morte pra despertar essa confusão, uma teoria mais absurda que a outra. já era por volta das 3 da tarde quando jacó voltava do seu treino de educação física, foi abrir seu armário pra pegar o material de banho, quando tirou sua toalha percebeu um objeto brilhando em seu interior, de relance aquilo brilhava e tinha um formato muito estranho, Jacó reconhecia aquela forma, já a vira em algum lugar mas não se recordava o que exatamente era, na volta do banho ele pôs o objeto em suas coisas e voltou pra casa, o mundo parecia girar com mais velocidade e era difícil se apoiar sem rodar junto, toda essa informação afinal, depois de algum tempo descaçando Jacó se pôs de pé, e sentou na frente do computador, era um modelo muito antigo era grande e anti convencional, mas era perfeito pros propósitos daquele mesmo, por dentro daquela maquina Jacó trabalhou em seu hardware e o sistema de conexão dele permitia acessar a bruma, tinha esse nome por que servia de encontro pra hackers e pessoas que buscavam o que a rede federal não podia oferecer, la era adora o codinome de "Ssaicol" e atuava como invasor profissional, mas também se divertia nos forums de debate, era nesses lugares que ele sempre encontrava de tudo, desde gente que confessa crime ate praticantes de magia negra, não que ele acreditasse naquilo mas era divertido, naquele dia ele tirou uma foto do tal objeto que encontrou mais cedo em seu armário e perguntou o que seria aquilo, depois disso foi dormir, pois já estava totalmente esgotado e aquele dia precisava acabar, no dia seguinte resolveu visitar a família do falecido de manhã antes do colégio, antes de sair de casa visitou a sua pergunta no forum geral bruma e nenhuma resposta conclusiva chegava, sempre um ou outro comentando algo irrelevante pra parecer engraçado, desligou seu computador e se continuo com sua rotina.
     Passando em frente a casa da família do falecido, ele viu a movimentação de familiares que estavam de luto, Jacó nem ao menos lembrava o nome do rapaz não acho apropriado também entrar naquele momento, foi quando percebeu um verin lhe olhando nos olhos, era um olhar frio que imediatamente lhe deu um frio na espinha, Jacó continuou a andar e o verin veio em sua direção, Jacó não sabia como reagir aquela situação e perguntou em voz alta:
- o que você quer de mim?
imediatamente o verin parou e disse:
- tenho uma mensagem a entregar mas não sei se é a você ou não.
- por que voce teria uma mensagem pra mim?
o verin não respondeu a essa pergunta e só continuando a fitar Jacó nos olhos.
- a mensagem esta no nome de Ssaicol é a você que esta endereçada?
- s-sim...
- o objeto da foto, ele serve pra abrir um mecanismo antigo de tranca.
- seria algo como uma chave?
- assim os seus utilizadores a chamavam, chave.
- você não me parece alguém que frequenta a bruma
o verin só continuou a olha-lo, depois de algum tempo disse:
- a mensagem esta entregue, só faço o que me ordenam.
em seguida deu as costas a jacó e voltou as suas tarefas.
de súbito Jacó pôs a mão no bolso e retirou o tal objeto