tem noite que tudo se mistura, e que tudo vira fumaça, boas colheitas como sempre representando seu principio ativio, alivio, paz, naquela mesma varanda ja de muitos devâneios, a mente ja caminhava tranquila fundindo sua energia com a da terra, gostava sempre de deitar no chão por esse mesmo motivo, se sentia feliz embalado em um berço preparado pela mãe cuidadosa, a silênciosa madrugada, de alma lavada, todas as coisas estavam no seu lugar e aquela tinha tudo pra ser uma noite tranquila, uma sensação de inquietação aos poucos vai surgindo na alma, mas logo é ignorada, mas ela se torna mais forte, algo do tipo que so se sente quando as portas da mente estão abertas, aos poucos o chão pareceu se inquietar tambem, estava agitado, mas é um reflexo no espelho que desperta certo pânico, era algo dificil de se enxergar, era uma luz, muito pequena e branca, desfilava não muito rapida nem muito devagar, o chão parecia ter consumido a energia inquieta e começou a tremer, um som muito agudo cortava o ar, que aos poucos começou a encorpar tons mais graves, algo se aproximava, e o tom que antes era agudo agora ser tornara um rugido muito rouco e alto, o ponto de luz branca ja não estava mais ali, havia partido a muito tempo e ainda pela falta de oculos não dava pra dizer o que de fato a vista tinha presenciado, subitamente olhei na direção do colosso que viajava no ar enquanto cortava o som, era um grande passaro da babilônia, um desses que leva e traz pessoas, o rugido foi diminuindo conforme ele atravessa a atmosfera por cima da minha varanda, depois disso a agitação foi diminuindo e energia agitada aos poucos seguia seu rumo, mas os nossos pobre ouvidos humanos se acostumam com toda a experiência, a sensação era de que o rugido havia se fundido com o ar, o cavaleiro do apocalipse a muito ja longe partia de encontro ao seu destino, mas o som de suas lâminas ainda cortavam o ar.
imagina se tava rolando uma orgia transsexual, sangrenta e escatológica nesse avião que sobrevoou sua casa
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